- Vamos lá! Não fique aí parada.
- Porque não vem conosco?
Foram estas as palavras a despertar-me para o irrefutável.
Não iria. Não iria nunca.
(Ou pelo menos, não naquelas condições.)
Ainda que o frio castigasse-me a pele e o vento me entrecortasse a face, resoluta, ali permaneci. Sem abster-me de minhas tolas certezas...
Acresce que chovia.
Fossem talvez incapazes de compreender meus motivos. Tinham entretanto, plena ciência de minha convicção, por mais que o fato pudesse lhes causar certo enleio. Partiram.
E tornei a ficar só.
Intrépida.
A chuva a embeber-me os sonhos, que quase escorriam entre meus dedos. Mas minhas mãos, ainda que trêmulas, continuavam firmes. E meus sonhos, vivos.
Conheci outras tempestades. Passei por muitos lugares, cativei-me por muitos sorrisos.
Ainda assim, só me encontrei em mim mesma.
Tenho em meus devaneios, minha única salvaguarda.
- Porque não vem conosco?
Foram estas as palavras a despertar-me para o irrefutável.
Não iria. Não iria nunca.
(Ou pelo menos, não naquelas condições.)
Ainda que o frio castigasse-me a pele e o vento me entrecortasse a face, resoluta, ali permaneci. Sem abster-me de minhas tolas certezas...
Acresce que chovia.
Fossem talvez incapazes de compreender meus motivos. Tinham entretanto, plena ciência de minha convicção, por mais que o fato pudesse lhes causar certo enleio. Partiram.
E tornei a ficar só.
Intrépida.
A chuva a embeber-me os sonhos, que quase escorriam entre meus dedos. Mas minhas mãos, ainda que trêmulas, continuavam firmes. E meus sonhos, vivos.
Conheci outras tempestades. Passei por muitos lugares, cativei-me por muitos sorrisos.
Ainda assim, só me encontrei em mim mesma.
Tenho em meus devaneios, minha única salvaguarda.